Pão Diário

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estamos chegando em época de eleições, época em que teremos que eleger autoridades sobre nossa cabeça. A Palavra de D’us nos adverte quanto a escolhermos quem nos governará. Muitos nesta época se dizem cristãos para angariar votos mentindo, ou prometendo, não devemos nos esquecer que seremos malditos confiando em suas palavras. O que devemos fazer é observar o que o Senhor Nosso D’us diz em sua Palavra !
Deuteronômio 17
14 Quando entrares na terra que te dá o SENHOR teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim;
15 Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás por homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos.
16 Porém ele não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.
17 Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si.
18 Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas.
19 E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;
20 Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.

                                                                                              Iksor!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014


TRÊS PREGOS E UM MARTELO

 

 

Três pregos e um martelo bastaram para consumar o acontecimento mais importante da história humana. Acontecimento que depois de dois mil anos ainda influi poderosamente na vida de todas as pessoas, incluindo eu e você. Imagine-se no princípio do século I e pense na cena que descreverei:

Estamos nos arredores da cidade de Jerusalém. No topo de um monte sem vegetação estão plantadas três cruzes rústicas. Os condenados agonizam, contorcendo-se, pois as dores são atrozes. O sangue escorre das feridas abertas nas mãos e nos pés. O calor é escaldante, o sol está à pino; o ar parado. Nem uma leve brisa a suavizar o fogo da febre que consome os crucificados. O sofrimento é indescritível. Não pelos pregos, que os ferimentos são mortais. O que atormenta é a febre alta, as cãibras violentas, a sede terrível, a posição incômoda, a gangrena que logo chega, causando putrefação da pele, da carne e dos órgãos, que se decompõem por uma súbita invasão de bactérias e, sobretudo a vergonha de ser transformado, corpo nu, em alvo da curiosidade da multidão.

Os soldados terminados a montagem do espetáculo ordenado pelo governo romano, repartem entre si as roupas dos condenados, um reforço ao magro soldo que o império lhes dá. Em volta, gente de todas as idades, naturais da terra de Israel e estrangeiros, em multidão escandalosa, sedenta de sangue e novidade, deleita-se com os gemidos dos golpes e fisgadas sentidas pela pele chagada, que repetidas vezes cortam o espaço num ruído de dor.

Eram comuns os espetáculos de crucificação, castigo com o qual os romanos puniam os crimes mais abomináveis. Este, porém, apresenta uma novidade: além da multidão variada, estão ali também as principais autoridades religiosas do país. E mais estranho ainda é que elas, sempre hostis aos romanos, agora estão solidárias com eles, apoiando com entusiasmo a morte do condenado do centro. É a Ele que se dirigem as atenções de todos. Alguns olham para Ele e enxugam as lágrimas quentes e sentidas, especialmente algumas mulheres. Delas, uma prematuramente envelhecida revela profunda dor na face magra e pálida.

Ele mesmo é diferente. Suporta com submissão paciente aos sofrimentos incomuns daquela dolorosa execução por tortura. Sofre de forma brutal, desumana e sem piedade, mas não protesta nem blasfema como os outros dois. Pelo contrário, recebe com paciência os insultos e a chacota das autoridades, antes “perfeitas”, sistemáticas, metódicas, prudentes com sigo mesmas e respeitáveis, e agora, perdida toda compostura, fazendo enorme algazarra.

Suas costas estão dilaceradas pelas vigorosas chicotadas que recebeu; o rosto desfigurado pelas manchas de fortes pancadas; a fronte sangrenta, toda ferida por uma coroa de espinheiro que Lhe puseram na cabeça.

Agora feche os olhos e sinta a cena em sua crueza, considere-se um dos espectadores. Imagine-se ali, no meio daquela multidão.

Quem é Aquele condenado? Qual o Seu crime? A tabuleta no alto da cruz explica: “Jesus nazareno, o Rei dos Judeus” (João 19:19). O comandante da guarda, ao ver como Ele morria, exclamou: “Verdadeiramente este homem era justo” (Lucas 23:47).

Se era justo por que foi crucificado? Por que sofreu tanto? A chave do enigma é um homem chamado Barrabás, que no meio da multidão contempla com espanto aquela cruz. Barrabás repete para que todos ouçam: “Ele morreu em meu lugar. Eu ia morrer naquela cruz. Ele morreu por mim”.

Barrabás era malfeitor e assassino. Estava condenado à crucificação, mesmo assim, quando ele ia pagar por seus crimes, Jesus tomou seu lugar. Barrabás sou eu. É você. É cada ser humano. “Todos pecaram” (Romanos 3:23), diz Deus. Eu pequei. Você pecou. E Jesus morreu pelos pecadores. Por nos amar tanto Ele se esvaziou da glória do céu, tomou a forma humana, viveu entre os homens e caminhou voluntariamente para a morte na cruz. Se ele não morresse, Barrabás teria de morrer. Aquela cruz não ficaria vazia: Jesus ou Barrabás; Jesus ou eu; Jesus ou você.

Talvez você recuse confessar, mas é pecador. E Deus declara que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Morte eterna, o inferno, que existe, sim, sofrimento eterno para quem não quiser ser substituído por Jesus. Ele pôde sofrer pelo meu pecado, pelo seu pecado, pelo pecado de todos, porque era justo. Não tinha culpa própria para precisar sofrer o respectivo castigo.

Todavia, a morte na cruz não foi o fim de Jesus. Quando Ele anunciava a Sua própria morte, sempre deixava claro que haveria de ressuscitar ao terceiro dia. É que Jesus era e é o próprio Deus e, portanto a morte não O poderia deter. Ele ressuscitou! Foi a boa nova que se ouviu naquela manhã ensolarada de domingo e é ainda hoje a maior mensagem de esperança que os ouvidos humanos já ouviram. Pois a vitória de Jesus Cristo sobre a morte foi a nossa vitória também, porque Ele morreu “para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hebreus 2:14, 15).

Foi por isso e para isso que Jesus Cristo morreu e ressuscitou. Agora é você quem escolhe, reconheça o seu pecado, arrependa-se dele, resolva abandoná-lo, confie na promessa de Deus revelada na Bíblia que diz:

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10:9, 10).

Então você será salvo da morte eterna, do inferno. Porque Jesus morreu em seu lugar e ressuscitou para  faze-lo vitorioso. Decida agora, esta é a oportunidade que não deve passar, pois isto poderá mudar a sua vida abrindo-lhe a porta para uma nova vida inteiramente nova. Vida que nasce daquela morte que três pregos e um martelo consumaram. Vida em Cristo Jesus.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

“A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo.” (Ez. 44:23) 
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II Tim. 3:16-17) 
“Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aquele que pela prática, tem suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” (Heb. 5:13-14)

segunda-feira, 7 de julho de 2014


O que é bênção?


 

Pergunta: "Eu gostaria de ter uma definição do que é bênção."

Resposta: Se você tivesse feito essa pergunta a Esdras ou Neemias, a resposta provavelmente seria curta e precisa: bênção é "a mão de Deus sobre nós." Ambos usam essa expressão cerca de nove vezes, falando da "boa", "bondosa" e "poderosa" mão de Deus. Desse modo, eles atingem o cerne da questão. Também poderíamos dizer: bênção significa "Deus está conosco!"

No Antigo Testamento, em geral, a bênção refere-se a bem-estar terreno, segurança, poder, riqueza, descendência, etc., e essa bênção está expressamente condicionada à obediência aos mandamentos de Deus: "Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes" (Dt 11.26-28). Para Israel, o povo terreno de Deus, são prometidas bênçãos terrenas. A respeito, leia Gênesis 49.

A bênção para a Igreja de Jesus, o povo celestial de Deus, tem uma conotação celestial correspondente: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo" (Ef 1.3). A bênção de Deus – "Deus conosco" – tornou-se homem em Jesus Cristo! Por isso também podemos descrever a idéia de bênção como sendo "a ação de Deus com uma pessoa para atraí-la mais profundamente para Sua comunhão". Isso significa que a bênção nem sempre é o que desejamos, mas em todo caso se trata do que é bom e salutar para nós! Pois continua válido: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28).

Por ser um embaixador em nome de Cristo, Paulo podia dizer: "E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo" (Rm 15.29). Anunciando todo o desígnio de Deus, ele ministrava toda a bênção de Cristo. Quando crentes abençoam outras pessoas, isso significa que imploram a bênção de Deus sobre suas vidas. Quando crianças são abençoadas na igreja em nome de Jesus, nós as colocamos sob a bênção do Senhor e as entregamos à fidelidade e à direção de Deus. Ao abençoarmos o cálice e o pão na Ceia do Senhor, consagramos essas dádivas naturais da videira e do trigo para uso divino.

No texto original, a expressão significando bênção ou abençoar também tem, entre outros, o significado de falar bem de alguém. Será que temos abençoado nossos irmãos e nossas irmãs dessa maneira? O Senhor o abençoe, prezado leitor! (Elsbeth Vetsch)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A IMAGEM E O ORIGINAL

Deus criou o homem, macho e fêmea, á sua própria imagem: isso é uma questão de fé. Durante séculos, nossos antepassados esforçaram-se para se aperfeiçoar á imagem de Deus: isso é uma questão histórica. Durante os longos séculos em que o Deus dos judeus e dos cristãos constituiu a realidade última do Ocidente, europeus e, mais tarde, americanos procuraram conscientemente nele se moldar. Acreditavam que conseguiriam transformar a si mesmos em cópias melhores do original divino, e empenharam-se diligentemente nessa tarefa. Imitatio Dei, a imitação de Deus, constituía categoria central da piedade hebraica.  A imitação de Cristo, Deus feito homem, era igualmente central para os cristãos.

Muita gente no Ocidente não acredita mais em Deus, mas a crença perdida, assim como uma fortuna perdida, tem efeitos duradouros. Um jovem que cresce na riqueza pode, quando atinge a maioridade, doar toda a sua fortuna e viver na pobreza. Seu caráter, porém, continuará sendo o de um homem criado na riqueza, uma vez que não pode livrar-se de sua história. De forma semelhante, séculos de rigorosa moldagem do caráter á imagem de Deus criou um ideal de caráter humano que ainda hoje é forte, mesmo que para muitos seus fundamentos tenham sido removidos. Quando ocidentais encontram uma cultura com ideais diferentes, quando dizemos , por exemplo: “Os japoneses são diferentes”, descobrimos, indiretamente, quão estranho e duradouro é nosso próprio ideal, a idéia que herdamos de como deve ser um ser humano. Em inúmeros aspectos externos, o Japão e o Ocidente passam a se parecer. Os japoneses comem carne vermelho; os ocidentais comem sushi. Os japoneses usam terno; o quimono passou a fazer parte do vocabulário ocidental. No entanto, persiste uma profunda diferença, pois o Japão usava um espelho religioso-cultural diferente durante os séculos em que o Deus da Bíblia serviu de espelho para o Ocidente. Este assunto sobre o homem procura colocar o espelho bíblico, limpo e polido, nas mãos de nossos alunos.

Para os não-ocidentais, o conhecimento do Deus venerado no Ocidente abre uma via direta para o cerne e para a origem do ideal ocidental de caráter. Para os próprios ocidentais, um conhecimento aprofundado desse Deus pode servir para tornar conscientes e sofisticadas coisa que permanecem inconscientes e ingênuas. De certa forma, somos todos imigrantes do passado. E assim como um imigrante que retorna, depois de muitos anos, á terra onde nasceu pode enxergar seu próprio rosto no rosto de estranhos, assim também o homem ocidental moderno, secular, pode sentir um tremor de reconhecimento na presença do antigo protagonista da Bíblia.

Como pode um não-crente chegar á presença de Deus? De geração em geração, o judaísmo e o cristianismo transmitiram seu conhecimento de Deus de diversas maneiras. Para poucos, existiram e ainda existem as exigentes e ás vezes esotéricas disciplinas do ascetismo, do misticismo e da teologia.

Os filósofos da religião afirmam ás vezes que todos os deuses são projeções da personalidade humana, e pode ser que isso seja verdade. Mas nesse caso devemos ao menos reconhecer o fato empírico de que muitos seres humanos, ao invés de projetarem as suas personalidades em deuses criados inteiramente por eles próprios, preferem introjetar - imprimir em si próprios - as projeções religiosas de outras personalidades humanas.

É por isso que a religião desperta tamanha fascinação, inveja e (ás vezes) raiva em escritores e críticos literários que se dedicam demais ao assunto. A religião - a religião ocidental em particular - pode ser considerada como uma obra literária mais bem sucedida do que qualquer autor ousaria sonhar. Qualquer personagem que “ganhe vida” numa obra de arte literária exerce algum grau de influência sobre as pessoas reais que lêem essa obra. O Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, obra em que o personagem-título toma por modelo a literatura popular de sua época, t raça um retrato cômico e pungente desse processo em ação. Cervantes sem dúvida meditou sobre a influência que sua própria obra viria a Ter, e mostra o seu Dom Quixote “real” encontrando pessoas que conhecem um personagem literário com esse mesmo nome. Em nossos dias, milhões de pessoas misturam a vida real dos artistas de cinema com suas vidas fictícias, e atribuem a essa cominação uma importância maior do que a que concedem a qualquer ser humano real que de fato conheçam, sofrendo as melancólicas conseqüências dessa atitude. Sua carne é triste, sim, e elas assistiram a todos os filmes.

Nenhum personagem, porém - no palco, na página ou na tela, jamais teve o sucesso que Deus sempre teve. No Ocidente, Deus é mais que um nome familiar, ele é, queira-se ou não, um membro virtual da família ocidental. Pais que não querem saber dele não conseguem impedir que seus filhos venham a conhecê-lo, pois não só todo mundo já ouviu falar dele, como todo mundo, mesmo hoje em dia, tem algo a dizer a seu respeito. O dramaturgo Neil Simon publicou há alguns anos uma comédia, God’s favorite, inspirada no Livro de Jó da Bíblia. Das pessoas que assistiram á peça, poucas haviam lido o livro bíblico, mas isso não era preciso: já sabiam como era Deus para poderem entender as piadas. Se nada for sério, nada será engraçado, escreveu Oscar Wilde. De onde veio à imagem de Deus que os espectadores da Broadway tinham em mento ao rirem da peça de Simon?

Veio inteiramente da Bíblia e, em termos mais especificamente humanos, daqueles que escreveram a Bíblia. Aos olhos da fé, a Bíblia não é só um conjunto de palavras sobre Deus, é também a Palavra de Deus: Ele é seu autor e seu protagonista. Não importa se os antigos autores da Bíblia inventaram Deus ou meramente registraram as revelações de Deus sobre si mesmo: sua obra atingiu, em termos literários, um estrondoso sucesso. Ela vem senso lida em voz alta, toda semana, há dois mil anos, para platéias que recebem com total seriedade, procurando conscientemente assimilar ao máximo a sua influência. Sob esse aspecto, não tem paralelos na literatura ocidental e provavelmente em nenhuma literatura. O Corão vem imediatamente á cabeça, mas os muçulmanos não consideram o Corão como literatura: essa obra ocupa, para eles, um nicho metafísico todo próprio. Os judeus e cristãos, ao contrário, mesmo reverenciando a Bíblia como algo mais que mera literatura, não nega que ela é também literária e concordam, em geral, que ela pode ser assim apreciada sem blasfêmia.

A apreciação religiosa da Bíblia coloca como foco central e explícito a bondade de Deus. Judeus e cristãos adoram Deus como origem de toda virtude, fonte de justiça, sabedoria, misericórdia, paciência, força e amor. Mas implícita e perifericamente foram se acostumando __ e depois, ao longo dos séculos, também se apegando __ a algo que podemos chamar de ansiedade de Deus. Deus é um amálgama de diversas personalidades num único personagem. A tensão entre essas personalidades faz com que Deus seja difícil, mas faz também que seja atraente, e até mesmo viciante. Ao emular conscientemente suas virtudes, o Ocidente assimilou de modo inconsciente essa tensão entre unidade e multiplicidade. No fim das contas, apesar do desejo que o ocidental ás vezes manifesta de um ideal humano mais simples, menos ansioso, mas “centrado”, as únicas pessoas que achamos satisfatoriamente reais são aquelas cujas identidades contêm diversas subidentidades aglomeradas num todo. Quando nós, ocidentais, procuramos nos conhecer pessoalmente, é isso que procuramos descobrir uns sobre os outros. Na cultura ocidental, a incongruência e o conflito interno não são apenas permitidos, chegam quase a ser exigidos. Pessoas meramente capazes de desempenhar vários papéis não correspondem a esse ideal. Elas têm personalidade __ ou repertório de personalidades __ mas não têm caráter. Pessoas simples sem complicações, que sabe claramente quem são e assumem um papel determinado sem relutar, também não correspondem a esse ideal. Podemos admirar sua paz interior, mas no Ocidente jamais as imitaremos. Centradas ou centradas demais, elas têm caráter, mas pouca personalidade. Entediam-nos como nós mesmos nos entediaríamos se fôssemos como elas.

Tornamos as coisas assim tão difíceis para nós mesmos porque nossos antepassados viam a si próprios como imagem de um Deus que, na verdade, havia complicado as coisas para si de maneira semelhante. O monoteísmo reconhece um único Deus: “Ouvi, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um”. A Bíblia insiste na unidade de Deus mais do que em qualquer outra coisa. Deus é a Rocha das Idades, a integridade em pessoa. E, no entanto, esse mesmo ser combina diversas personalidades. Mera unidade (caráter penas) ou mera multiplicidade (personalidade apenas) seriam bem mais fáceis. Mas ele é ambas as coisas e assim a imagem do humano que dele deriva (O HOMEM) exige ambas as coisas.

É estranho dizer isso, mas Deus não e nenhum santo. Muitas objeções podem ser feitas a seu respeito e já houve várias tentativas de melhorá-lo (as religiões assim fazem). Muitas coisas que a Bíblia diz a seu respeito raramente são pregadas no púlpito porque, se examinadas mais de perto, seriam um escândalo. Mas, mesmo que só parte da Bíblia seja ativamente pregada, nenhuma de suas partes é contestada. Em qualquer página da Bíblia, Deus continua sendo o que sempre foi: o original da FÉ de nossos pais, cuja imagem ainda vive dentro de nós como um ideal secular difícil, mas dinâmico. A originalidade de Deus é contagiante e o seu amor pelo HOMEM nos faz, através deste, conhecê-lo, isto é, através do HOMEM podemos conhecer DEUS.

 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Planos de Salvação de D'us para o homem.

1. Deus ama você. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". João 3:16 e 17
2. Deus deseja que você aproxime-se Dele. Deus deseja que você aproxime-se Dele
"Olhai para mim e sereis salvo, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro" Isaías 41:22
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Romanos 3:23
3. A Salvação é concedida gratuitamente por Deus. Você não a recebe pelos seus próprios esforços, nem porque tem vida reta ou pratica boas obras. A Salvação é concedida gratuitamente por Deus. Você não a recebe pelos seus próprios esforços, nem porque tem vida reta ou pratica boas obras. "Porque pela graças sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; è dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". Efésios 2:8 a 9
4. Para receber a salvação, você precisa confessar ao Senhor e ter fé em Deus. Para receber a salvação, você precisa confessar ao Senhor e ter fé em Deus.
"Se, com tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". Romanos 10:9 e 10
5. Você é salvo para viver uma nova vida. Você é salvo para viver uma nova vida.
"O ladrão não vem senão a roubar, matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e tenham em abundância" João 10:10 "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura è: as coisa velhas já passaram; eis que tudo se fez novo", "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados" Efésios 2:1
6. Você é salvo para viver a vida eterna. Você é salvo para viver a vida eterna.
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creias no nome do Filho de Deus" 1 João 5:11 a 13

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Traje de homem... traje de mulher

"Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus". (Deuteronômio 22:5)

Muitos pregadores que condenam os outros com "doutrinas de roupa", só são vistos como "moralistas" com a passagem de Deuteronômio 22:5, porque poucas pessoas se dão o trabalho de ler o restante dos versículos. Ninguém pode pegar um versículo isolado e fazer de doutrina. A bíblia toda se completa, sem confusão, sem contradição, certo? Então leia o que diz os versículos que seguem logo depois que diz sobre traje de homem e de mulher:

"Quando edificares uma casa nova, farás no teu telhado um parapeito, para que não tragas sangue sobre a tua casa, se alguém dali cair". (Versículo 8)

Algum destes pregadores ensinam também esse versículo? Ora, ele vem logo depois do que fala sobre os trajes! Constroem eles parapeitos nas suas casas? Estão eles em pecado??? Leia também o versículo 12:

"Porás franjas nos quatro cantos da tua manta, com que te cobrires". (Versículo 12)

Ôpa, mais um pecado! Onde estão as mantas destes pregadores??? Estão eles sem santificação??? E ainda que digam que trata de simbolismo, então o versículo 5 também é simbólico, certo? Como pode uma parte ser simbólica e outra não?! Amados irmãos, todo aquele que estuda a Palavra de Deus com sinceridade descobre os erros, e por isso Jesus disse:

"Errais não conhecendo as Escrituras e nem o poder de Deus". (Mateus 22:29)

Não podemos concordar jamais com os liberalismos que existem por aí, e fazer a obra de Deus de qualquer maneira. Mas retirando as indecências que existem no mundo, não existe calça-comprida feminina e decente? Será que o radicalismo de proibir a mulher de usar calça salva alguém? Alguns líderes suspendem e até excluem irmãs da igreja, com suas doutrinas de roupa, mas não disciplinam as que causam confusões e intrigas com fofocas e outros sérios problemas.

Há calça-comprida feita exclusivamente para mulher. Ou seja, é calça de mulher, feita para mulher, logo não é "traje de homem". Pode haver semelhança, como camisas que são semelhantes. Notamos que esta passagem de Deuteronômio 22:5 faz alusão aos que queriam usar as roupas do sexo oposto, talvez numa intenção de homossexualismo. Leia o que diz: "Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher". Portanto, eles sabiam qual era a roupa de homem, e qual era a roupa de mulher! O que poucos pregam é que esta é uma lei do Velho Testamento, da mesma forma que a lei ordenava apedrejar mulheres pegas em flagrante de adultério, como está no evangelho de João capítulo 8:

"Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?" (João 8:5)

Veja que Moisés havia ordenado. E realmente está no livro de Levíticos 20:10. Mas estava aonde? Na lei!!!! Os livros de Gênesis a Deuteronômio fazem parte do pentateuco, os livros da lei. Isso significa que devemos abolir o velho testamento? Claro que não, pois no Novo Testamento, que significa Novo Pacto, Nova Aliança, se esclarece o que estava no Velho Testamento, como é o caso de João 8.

"Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra".

Jesus chama de "acusadores" os que queriam apedrejar a mulher adúltera. Atualmente muitos vivem apedrejando o seu próximo, condenando por aparências, doutrinas de homens. Veja que advertência faz o nosso Mestre! Jesus não condenou aquela mulher que estava em adultério, pega no flagrante. O Senhor a avisou para não pecar mais, claro. Mas não a condenou! E hoje muitos querem condenar um irmão apenas por aparências. Misericórdia!!!

Do que adianta a mulher usar a saia, e usá-la justa demais ou curta? Não está a pessoa se vestindo pior do que a que usa uma calça-comprida decente?! Será que esta "doutrina" prevalece em todos os lugares do mundo? Então vejamos: Em Moscou, capital da antiga União Soviética, a temperatura chega a -40 Graus abaixo de zero. Isso mesmo. Um frio tão grande que muitas pessoas morrem somente de frio. Será que alguma "irmã" usaria a saia em Moscou??

Se a calça-comprida é "traje de homem" seria inaceitável usá-la por debaixo da saia, devido ao frio. Ou vestiria o "pecado" por causa do frio?? A palavra santificação significa separação. A pessoa que se santifica, ela se separa do mundo e suas práticas pecaminosas. Se despoja do velho homem, que deseja o pecado, a prostituição, as bebedeiras, os vícios, as orgias, etc. O "velho homem" é o velho querer, as antigas vontades do pecado. Efésios 4:25-31 explica bem essa parte. Se você falava mal do seu próximo, não irá falar mais, pois você estará santificando os seus lábios.

"Irmãos, não faleis mal uns dos outros". (Tiago 4:11)

Mas ainda assim os pregadores que não conhecem a bíblia, com suas "doutrinas" de roupas e de homens, "doutrinas" essas que não estão na bíblia, pregam erroneamente Tessalonicenses 5:23:

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, e alma e corpo..."

Realmente devemos nos santificar em tudo. O nosso corpo é templo do Espírito Santo. Não pode ser entregue a indecência, a prostituição, a bebidas, etc. Quando você se converteu, você abandonou o pecado. Afinal, você mudou. Deus operou uma separação entre você e o mundo. A santificação é operada por Deus. Lembra-se do início do versículo? Leia:

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo..."

Ou seja, é ELE quem santifica. É Deus quem opera. É Ele quem toca no homem para abandonar o pecado. E não o homem com cobranças de doutrinas de roupas. Para confirmar esta certeza, basta ler o versículo 24:

"Fiel é o que vos chama, o qual também o fará". (versíc. 24)

É ELE quem faz. É Deus, através do seu Santo Espírito, é que pode tocar no homem, convencer o homem do pecado. Todo tipo de pregação deve ser analisada à luz das Escrituras. Lembre-se dos crentes de Beréia, onde foi Paulo e Silas, em Atos 17:11. Tudo que os crentes bereanos ouviam, conferiam nas escrituras para ver se realmente era assim. E aceitaram a pregação, e a bíblia diz que eles foram mais nobres que os de Tessalônica. Preste bem atenção no versículo abaixo, para edificação da sua vida espiritual e você entender melhor:

"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim". (Atos 17:11)

Veja que bênção! Eles conferiam nas Escrituras tudo que era pregado, e aí sim aceitavam. E foram mais nobres que os de Tessalônica. Paulo e Silas não se sentiram ofendidos pelo fato deles conferirem com as Escrituras o que se pregava. Muito pelo contrário, era bom que eles conferissem mesmo, pois isso demonstrava uma busca sincera pela verdade. Quem busca o caminho da verdade é que busca conferir o que se diz. Quem quer viver no erro jamais vai se arriscar a verificar alguma coisa. O próprio Jesus ordenava "examinar" as Escrituras. (João 5:39)

Quem está na luz não fica confuso, não fica turbado, não erra o caminho. O que acontece quando falta luz em casa? Você pode tropeçar ou esbarrar em alguma coisa, não é? Mas quando a luz chega você vê tudo e não tropeça. A Palavra de Deus é a luz para o seu caminho. "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho". (Salmo 119:105) Devemos ter muito cuidado com a falsa capa de religiosidade que ronda muitas igrejas. Apocalipse 2:18,19 adverte a igreja de Tiatira pelo seguinte:

"Ao anjo da igreja em Tiatira escreve...Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança...Mas tenho contra ti que toleras a mulher Jezabel, que se diz profetisa; ela ensina e seduz os meus servos a se prostituírem e a comerem das coisas sacrificadas a ídolos".

A opção do inimigo contra esta igreja foi introduzir uma mulher que se dizia profetiza, que operava com dons. Jezabel era filha do Rei do Sidônios (1 Reis 16:31) uma adoradora de Baal. O Rei Acabe se casou com esta mulher e permitiu que ela introduzisse a adoração a Baal em Israel. Ela tinha 400 profetas que comiam da sua mesa, desfrutando de status e privilégios. Muitos pensam que o Senhor sonda as roupas para qualificar alguém, segundo a aparência. Mas este é um erro terrível. A capa de religiosidade de Jezabel ronda muitas igrejas pelo mundo. Mas à igreja de Tiatira o Senhor Jesus deixa claro em Apoc 2:23 que não é bem a roupa que Ele sonda não:

"E todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações".