Pão Diário

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A ALIANÇA DA GRAÇA

Pode o conhecimento da Lei  causar-nos   danos  psíquicos,   e produzir culpa e um  sentimento  de   condenação  prejudicial para toda a vida?  Penso que sim, se tudo que ouvíssemos fosse a Lei, e  jamais ouvíssemos falar de Jesus Cristo, o cumprimento dela.     E importante lembrar que, desde que o pecado entrou no mundo através de Adão e Eva, existe  a  promessa  do  descendente aquele que viria esmagar a cabeça de  Satanás  e  livrar  os homens do pecado.   Antes  da  Lei,   a  Aliança  Abrâmica  já prometia um Salvador - o Senhor Jesus Cristo.    Assim, ao transmitirmos aos homens os  requisitos  santos   e justos da Lei, devemos sempre falar sobre o meio de fuga,   a graça de Deus que pertence a todo homem  mediante  a  fé  no Senhor Jesus Cristo. Examinemos pela ultima vez a Lei antes de passarmos  a  Nova Aliança. A Lei, como já vimos,   serviu  a  dois  propósitos: revelar e restringir o pecado do homem. Vendo  claramente  o seu pecado, enxergaria   a  necessidade  de  um  Salvador.  A restrição ao pecado serviu para manter os judeus - e  nos  - livres da contaminação dos vícios do ofendo. Fechados em suas restrições, os homens estavam livres de problemas. Foi esta a razão de eu tê-lo feito andar pelas ruas da morte deste mundo, sentir o  seu  cheiro  fétido  e  ver  os  seus resultados. Queria que ficasse  convencido  da  validade  da Lei, para que a ensinasse a seus filhos  e  os  livrasse  da contaminação do mundo. Quero que saiba disso, para  que  não seja "presa sua, por meio de   filosofias  e  vãs  sutilezas, segundo a tradição dos  homens,   segundo  os  rudimentos  do mundo" (Colossenses 2.8). Quero que veja a lei de  modo  que vá ao mundo pregar todo o conselho de Deus,   que   inclui  as três alianças. Não deixe a Lei de fora!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

APOSTASIA
(η αποστασια, he apostasía, “um desvio de”): ou seja, uma queda, uma retirada, uma deserção. Não encontrado nas versões da Bíblia em Inglês, mas utilizado duas vezes no Novo Testamento, no grego original, para exprimir o abandono da fé. Paulo foi falsamente acusado de ensinar os judeus uma apostasia contra Moisés (Atos 21:21), ele previu a grande apostasia do cristianismo, anunciada por Jesus (Mateus 24:10-12), o que precederia o “dia do Senhor” (2 Tessalonicenses 2:2) . Apostasia, não no nome, mas na verdade, possui uma reprovarão mordaz na epístola de Judas, por exemplo, a apostasia dos anjos (Judas 1:6). Anunciada, com advertências, como certeza de que abundam nos últimos dias (1 Timóteo 4:1-3; 2 Tessalonicenses 2: 3; 2 Pedro 3:17). Causas da: perseguição (Mateus 24:9, 10); falsos professores (Mateus 24:11); tentação (Lucas 8:13); secularismo mundano (2Timóteo 4:4); defeituoso conhecimento de Cristo (1 João 2:19); colapso moral (Hebreus 6:4-6); abandono da adoração e vida espiritual (Hebreus 10:25-31); incredulidade (Hebreus 3:12). Exemplos Bíblicos: Saul (1 Samuel 15:11); Amazias (2Crônicas 25:14, 27); muitos discípulos (João 6:66); Himeneus e Alexandre (1 Timóteo 1:19, 1Timóteo 1:20); Demas (2 Timóteo 4:10). Para mais ver ilustrações nesse caso Deuteronômio 13: 13; Zacarias 1 :4-6; Gálatas 5: 4; 2 Pedro 2: 20, 21.

“Abandono de Yahweh” era a característica do retorno ao pecado do povo eleito, sobretudo no seu contacto com as idólatras nações. É constituído seu supremo perigo nacional. A tendência apareceu em seus primeiros dias na história, como visto em abundância de avisos e proibições das leis de Moisés (Êxodo 20:3, 4, 23; 6:14; Deuteronômio 11:16). As consequências da temerosa apostasia religiosa e moral aparecem nas maldições pronunciadas contra este pecado, no monte Ebal, pelos representantes de seis das tribos de Israel, eleitos por Moisés (Deuteronômio 27:13-26; 28:15-68). Então exausto estava o coração de Israel, mesmo nos anos imediatamente seguintes à emancipação nacional, no deserto, que Josué achou necessário voltar a promessa de toda a nação para um novo voto de fidelidade a Yahweh e à sua aliança original antes de serem autorizados a entrar na Terra Prometida (Josué 24:1-28). Infidelidade a este pacto eliminaria as perspectivas da nação do crescimento durante a época dos juízes (Juízes 2:11-15; 10:6, 10:10, 10:13; 1 Samuel 12:10). Foi a causa prolífica e cada vez mais má, cívica e moral, desde os dias de Salomão até o cativeiro Assírio e Babilônico. Muitos dos reis do reino apostada dividido, levando as pessoas, como no caso de Roboão, para as formas asquerosas de idolatria e imoralidade (1 Reis 14 :22-24; 2 Crônicas 12:1).

Conspícuos exemplos de tais apostasias régias são de Jeroboão (1 Reis 12:28-32); Acabe (1 Reis 16:30-33); Acazias (1 Reis 22:51-53); Jeorão (2 Crônicas 21:6, 10, 21:12-15); Acaz (2 Crônicas 28:1-4); Manassés (2 Crônicas 33:1-9); Amom (2 Crônicas 33:22). Ver IDOLATRIA. A profecia surgiu como um imperativo Divino para protestar contras com esta tendência histórica de deserção da religião de Yahweh.

No grego clássico, apostasia significava revolta de um comandante militar. Na Igreja Católica Romana, denota abandono das ordens religiosas; renúncia da autoridade eclesiástica; defecção da fé. As perseguições dos primeiros séculos cristãos obrigaram muitos a negar o discipulado cristão para manifestar a sua apostasia, oferecendo incenso a uma divindade pagã e blasfemar o nome de Cristo. O imperador Juliano, que provavelmente nunca abraçou verdadeiramente a fé cristã, é conhecido na história como “o apóstata”, tendo renunciado cristianismo pelo paganismo logo após a sua adesão ao trono.

Um apóstata da defecção da fé pode ser intelectual, como no caso de Ernst Haeckel, que, devido à sua filosofia materialista, publica e formalmente renunciou o Cristianismo e a Igreja, ou ele pode ser moral e espiritual, como aconteceu com Judas, que, pela imunda ganância traiu seu Senhor. Ver artigos exaustivos sobre a “apostasia”, na Enciclopédia Judaica.


Fonte: International Standard Bible Encyclopedia

terça-feira, 7 de julho de 2015

Cada crente deve ser agradecido a Deus. A salvação é pela graça, tanto no planejar quanto no executar. Deus que fez o plano, também o executa. E tudo é pela graça, o favor imerecido de Deus. Deus é o arquiteto e também o construtor da casa feita de pedras vivas. Cristo disse: "Eu edificarei a minha igreja". Se pudermos mudar a figura de linguagem; Deus prepara a mesa e nos dá o apetite para dela comermos do pão da vida. O Espírito Santo enche a casa do Pai convidando-os a entrar. Esta coerção não é externa, de modo a não interferir no livre arbítrio do homem, mas uma compulsão interna pela qual o pecador se torna disposto. E esta prontidão é resultado da convicção dos seus pecados pelo Espírito Santo, e uma revelação de Cristo, no pecador, como Senhor e Salvador. Em outras palavras os homens crêem pela graça. Quando Apolo chegou a Acaia, trazendo cartas de recomendação aos apóstolos, diz-se que "aproveitou muito aos que pela graça criam". Atos 18:27.
Um homem, certa vez, referiu-se a si mesmo como tendo sido feito por si próprio. Um ouvinte comentou: "É bom que confesse tal fato. A maioria acusaria sua a má sorte, ou a sua esposa, ou mesmo o criador". É fácil e natural, o homem louvar-se a si mesmo. Mas todo crente é produto da graça. Paulo, como crente, alegrava-se em dizer: "Mas pela graça de Deus sou o que sou". 1 Coríntios 15:10. Numa obra de graça, o Espírito Santo, pelo poder de convicção das Escrituras, dá ao pecador uma visão de si mesmo, e em seguida, livra o pecador da frustração resultante, ao lhe dar uma visão de Cristo, através da luz do evangelho. Um velho Puritano certa vez clamou: "Ó, onde estaria eu, se não tivesse olhado para Cristo?"

sábado, 4 de julho de 2015

Jerônimo Savonarola

Precursor da Grande Reforma

(1452-1498)

O povo de toda a Itália afluía, em número sempre cres­cente, a Florença. A famosa Duomo não mais comportava as enormes multidões. O pregador, Jerônimo Savonarola, abrasado com o fogo do Espírito Santo e sentindo a imi­nência do julgamento de Deus, trovejava contra o vício, o crime e a corrupção desenfreada na própria igreja. O povo abandonou a leitura das publicações torpes e mundanas, para ler os sermões do ardente pregador: deixou os cânticos das ruas, para cantar os hinos de Deus. Em Florença, as crianças fizeram procissões, coletando as máscaras carna­valescas, os livros obscenos e todos os objetos supérfluos que serviam à vaidade. Com isso formaram em praça pública uma pirâmide de vinte metros de altura e atea­ram-lhe fogo. Enquanto o monte ardia, o povo cantava hi­nos e os sinos da cidade dobravam em sinal de vitória.
Se o ambiente político fosse o mesmo que depois veio a ser na Alemanha, o intrépido e devoto Jerônimo Savonaro­la teria sido o instrumento usado para iniciar a Grande Reforma, em vez de Martinho Lutero. Apesar de tudo, Savonarola tornou-se um dos ousados e fiéis arautos para con­duzir o povo à fonte pura e às verdades apostólicas regis­tradas nas Sagradas Escrituras.
Jerônimo era o terceiro dos sete filhos da família. Nas­ceu de pais cultos e mundanos, mas de grande influência. Seu avô paterno era um famoso médico na corte do duque de Ferrara e os pais de Jerônimo planejavam que o filho ocupasse o lugar do avô. No colégio, era aluno esmerado. Mas os estudos da filosofia de Platão e de Aristóteles, dei­xaram-lhe a alma sequiosa. Foram, sem dúvida, os escritos de Tomaz de Aquino que mais o influenciaram (a não ser as próprias Escrituras) a entregar inteiramente o coração e a vida a Deus. Quando ainda menino, tinha o costume de orar e, ao crescer, o seu ardor em orar e jejuar aumentou. Passava horas seguidas em oração. A decadência da igreja, cheia de toda a qualidade de vício e pecado, o luxo e a os­tentação dos ricos em contraste com a profunda pobreza dos pobres, magoavam-lhe o coração. Passava muito tem­po sozinho, nos campos e à beira do rio Pó, em contempla­ção perante Deus, ora cantando, ora chorando, conforme os sentimentos que lhe ardiam no peito. Quando ainda jo­vem, Deus começou a falar-lhe em visões. A oração era a sua grande consolação; os degraus do altar, onde se prostrava horas a fio, ficavam repetidamente molhados de suas lágrimas.
Houve um tempo em que Jerônimo começou a namorar certa moça florentina. Mas quando ela mostrou ser despre­zo alguém da sua orgulhosa família Strozzi, unir-se a al­guém da família de Savonarola, Jerônimo abandonou para sempre a idéia de casar-se. Voltou a orar com crescente ar­dor. Enojado do mundo, desapontado acerca dos seus pró­prios anelos, sem achar uma pessoa compassiva a quem pudesse pedir conselhos, e cansado de presenciar injusti­ças e perversidades que o cercavam, coisas que não podia remediar, resolveu abraçar a vida monástica.
Ao apresentar-se no convento, não pediu o privilégio de se tornar monge, mas rogou que o aceitassem para fazer os serviços mais vis, da cozinha, da horta e do mosteiro.Na vida do claustro, Savonarola passava ainda mais tempo em oração, jejum e contemplação perante Deus. Sobrepujava todos os outros monges em humildade, since­ridade e obediência, sendo apontado para lecionar filoso­fia, posição que ocupou até sair do convento.
Depois de passar sete anos no mosteiro de Bolongna, frei (irmão) Jerônimo foi para o convento de São Marcos, em Florença. Grande foi o seu desapontamento ao ver que o povo florentino era tão depravado como o dos demais lu­gares. (Até então ainda não reconhecia que somente a fé em Deus salva o pecador.)
Ao completar um ano no convento de São Marcos, foi apontado instrutor dos noviciados e, por fim, designado pregador do mosteiro. Apesar de ter ao seu dispor uma ex­celente biblioteca, Savonarola utilizava-se mais e mais da Bíblia como seu livro de instrução.
Sentia cada vez mais o terror e a vingança do Dia do Senhor que se aproxima e, às vezes, entregava-se a trovejar do púlpito contra a impiedade do povo. Eram tão poucos os que assistiam às suas pregações, que Savonarola resol­veu dedicar-se inteiramente à instrução dos noviciados. Contudo, como Moisés, não podia escapar à chamada de Deus!
Certo dia, ao dirigir-se a uma feira, viu, repentinamen­te, em visão, os céus abertos e passando perante seus olhos todas as calamidades que sobrevirão à igreja. Então lhe pareceu ouvir uma voz do Céu ordenando-lhe anunciar es­tas coisas ao povo.
Convicto de que a visão era do Senhor, começou nova­mente a pregar com voz de trovão. Sob a nova unção do Espírito Santo a sua condenação ao pecado era feita com tanto ímpeto, que muitos dos ouvintes depois andavam atordoados sem falar, nas ruas. Era coisa comum, durante seus sermões, homens e mulheres de todas as idades e de todas as classes romperem em veemente choro.
O ardor de Savonarola na oração aumentava dia após dia e sua fé crescia na mesma proporção. Freqüentemente, ao orar, caía em êxtase. Certa vez, enquanto sentado no púlpito, sobreveio-lhe uma visão, durante a qual ficou imóvel por cinco horas, quando o seu rosto brilhava, e os ouvintes na igreja o contemplavam.
Em toda a parte onde Savonarola pregava, seus ser­mões contra o pecado produziam profundo terror. Os ho­mens mais cultos começaram então a assistir às pregações em Florença; foi necessário realizar as reuniões na Duomo, famosa catedral, onde continuou a pregar durante oito anos. O povo se levantava à meia-noite e esperava na rua até a hora de abrir a catedral.
O corrupto regente de Florença, Lorenzo Medici, expe­rimentou todas as formas: a bajulação, as peitas, as amea­ças, e os rogos, para induzir Savonarola a desistir de pregar contra o pecado, e especialmente contra a perversidade do regente. Por fim, vendo que tudo era debalde, contratou o famoso pregador, Frei Mariano, para pregar contra Savo­narola. Frei Mariano pregou um sermão, mas o povo não prestou atenção à sua eloqüência e astúcia, e ele não ousou mais pregar.
Nessa altura, Savonarola profetizou que Lorenzo, o Papa e o rei de Nápoles morreriam dentro de um ano, e as­sim sucedeu.
Depois da morte de Lorenzo, Carlos VIII, da França, invadiu a Itália e a influência de Savonarola aumentou ainda mais. O povo abandonou a literatura torpe e munda­na para ler os sermões do famoso pregador. Os ricos socor­riam os pobres em vez de oprimi-los. Foi neste tempo que o povo fez a grande fogueira, na "piazza" de Florença e quei­mou grande quantidade de artigos usados para alimentar vícios e vaidade. Não cabia mais, na grande Duomo, o seu imenso auditório.
Contudo, o sucesso de Savonarola foi muito curto. O pregador foi ameaçado, excomungado e, por fim, no ano de 1498, por ordem do Papa, foi queimado em praça pública. Com as palavras: "O Senhor sofreu tanto por mim!", ter­minou a vida terrestre de um dos maiores e mais dedicados mártires de todos os tempos.

Apesar de ele continuar até a morte a sustentar muitos dos erros da Igreja Romana, ensinava que todos os que são realmente crentes estão na verdadeira Igreja. Alimentava continuamente a alma com a Palavra de Deus. As margens das páginas da sua Bíblia estão cheias de notas escritas en­quanto meditava nas Escrituras. Conhecia uma grande parte da Bíblia de cor e podia abrir o livro instantanea­mente e achar qualquer texto. Passava noites inteiras em oração e foram-lhe dadas revelações quando em êxtase, ou por visões. Seus livros sobre "A Humildade", "A Oração", "O Amor", etc., continuam a exercer grande influência sobre os homens. Destruíram o corpo desse precursor da Grande Reforma, mas não puderam apagar as verdades que Deus, por seu intermédio, gravou no coração do povo.
Orlando S. Boyer

sábado, 27 de junho de 2015

Prezado Ministro:

Acordei esta manhã com notícias de toda parte sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal acerca de casamento para pessoas do mesmo sexo. Já li muitas respostas variadas de diferentes partes do país. Pensei em você e na influência que você tem como líder no nosso movimento e na sua comunidade.
Um de nossos pastores escreveu: "Nosso foco deve ser nos relacionar com uma cultura que sempre muda aonde somos chamados, com graça e sem medo para sermos sal e luz, e ao mesmo tempo sermos fieis às convicções bíblicas fundamentais.”Outro compartilhou estas palavras: “Nós devemos dizer o que Jesus revelou, e falar como Ele - com misericórdia e num convite a uma nova vida.”
A decisão do Supremo Tribunal Federal deixou alguns com raiva, outros com desilusão, alguns alegres, e outros frustrados, mesmo dentro do próprio tribunal. Alguns estão confusos sobre quais as considerações jurídicas  para pastores e suas igrejas. Ainda outros crêem que este é um despertar para a igreja para ministrar com compaixão e clareza.
O amor sem a verdade é irresponsável, mas a verdade sem o amor é insensível.
 Se você for questionado sobre a posição da Igreja Quadrangular, ou se alguém lhe pedir para celebrar um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, a seguinte declaração é oficial da Igreja Quadrangular, e  aprovada pelo Conselho Nacional da Igreja Internacional Quadrangular (ICFG):
 Igrejas Quadrangulares entendem o casamento como uma aliança bíblica entre um homem e uma mulher, portanto pastores Quadrangulares são autorizados a celebrar casamentos somente entre um homem e uma mulher.
Esta referência é ao estatuto artigo 14.4b (EUA), que fala de responsabilidades pastorais, que diz: “Evangelizar a comunidade, buscando a salvação de almas, edificando a igreja, e fortalecer a vida cristã na igreja ao pregar, ensinar e liderar cultos, e administrar ordenanças, inclusive o casamento entre um homem e uma mulher. "
 Estamos também produzindo materiais para pastores Quadrangulares para lhe ajudar,  melhor equipando sua liderança biblicamente, teologicamente, pastoralmente e juridicamente, para liderar a sua igreja e ministérios no meio de valores culturais que sempre mudam. Uma lista de materiais será enviado logo com considerações jurídicas acerca da decisão do Supremo Tribunal. Pretendemos comunicar contigo acerca deste assuntos o quanto for necessário, e estaremos recebendo também perguntas que você tiver.
 É interessante que Jesus nunca vacilou na suas convicções do Reino de Deus, mas ele também sempre liderou de uma forma que pessoas eram atraídas a ele, mesmo que seus valores discordassem das dEle. Ele se sentiam seguros, podiam ser honestos, e suas vidas eram transformadas pelo poder da presença dEle. Ele conseguia se relacionar com as pessoas de tal forma que as pessoas queriam abraçar e caminhar na verdade que Ele ensinava e exemplificava - isto é transformação do Reino de Deus!
 Lhes escrevo pessoalmente hoje, não como uma pessoa sem pecado, mas como um pecador salvo pela graça. Minha oração pela Igreja Quadrangular é que sempre andemos em humildade, tenhamos coragem em nossas convicções, sejamos luz nas trevas, um lugar de cura para os machucados, um estandarte da verdade, uma comunidade de compaixão para pessoas não amadas, e que responderemos com alegria ao chamado de ivvermos de uma forma que abra a porta de salvação para todos.  Por favor se una a mim nesta oração, e que o Deus imutável dos fundadores desta nação guiará nosso país nestes dias incertos.
Buscando a presença dEle,

Glenn C. Burris Jr.
Presidente, Igreja Quadrangular

terça-feira, 26 de maio de 2015

O livro de Tiago diz:"meus irmãos,tende por motivo de toda provação da vossa fé,uma vez confirmada,produz perseverança" . É um versículo fantástico porque nos ensina  a olhar para nossas provações como um desafio para  perseverarmos em nossa fé. Mas fé em que? Fé que somente quando morremos finalmente seremos libertos desta vida de sofrimento ? O que o Espírito Santo diz a Tiago é muito mais positivo e edificante do que parece! A fé que D'us espera que usemos é a fé que luta contra o mal que esta sempre tentando destruir nossas vidas. É a fé que nosso D'us é poderoso, amoroso e bom; ELE é o mesmo D'us que curou cego e surdo, ressuscitou os mortos  e expulsou demônios.Considerar as provocações motivo de toda alegria é ato de provocação e ousadia contra o diabo e não somente uma aceitação passiva dos problemas. é preciso ter muita fé para olhar a destruição causada pelo diabo em nossas vidas e sorrir, sabendo que nosso D'us vencerá no final pela nossa fé. Raramente, as respostas as nossas orações são imediatas, mas uma vez que perseveramos na fé e na alegria, o mal que vem contra nós tem que cair.Em nome de Jesus!

domingo, 17 de maio de 2015

Na pequena vila de Betânia, cerca de seis quilômetros de Jerusalém, moravam duas irmãs, Maria e Marta, e seu irmão Lázaro. Aparentemente, Lázaro era o mantenedor da família. O pai e a mãe já haviam morrido. Assim, Maria, Marta e Lázaro moravam juntos nessa pequena vila.
Você pode ver Lázaro indo ao trabalho cada dia carregando seu almoço, voltando para casa cansado, quem sabe, ouvindo as notícias do dia, indo para a cama – somente para começar tudo outra vez no dia seguinte.
Marta era o tipo da "Marta"! Ela podia preparar refeições para um grande grupo, uma festa de casamento ou um piquenique de igreja. Ela nunca se sentia mais feliz do que quando ia para a cozinha experimentar uma nova receita. Marta era uma boa pessoa. Ela nunca fazia nada errado. Provavelmente a pior coisa que ela fez foi lamber as pontas dos dedos quando removia alguma massa da batedeira. Ela era religiosa. Era muito difícil não ser assim naquele tempo e naquela localidade. Cada sábado, pela manhã, ela descia pelo trilho de sua casa até a sinagoga.
Maria, por outro lado, era mais interessada no cenário social. Ela amava as pessoas. Sempre que houvesse uma reunião social da igreja ou um piquenique, ela era sempre convidada a saudar as pessoas e ajudá-las a se sentir em casa. Ela era atraente – talvez até demais.
Maria, porém, carregava uma carga secreta de culpa e miséria que ninguém suspeitava. Isso tinha que ver com seu tio Simão. Simão o fariseu.
Os fariseus gozavam de bons conceitos naqueles dias. Hoje não, mas naquele tempo eram bem conceituados. Se alguém fosse questionado sobre o que seu filho estava fazendo, ele nunca estaria mais feliz do que dizer: "Meu filho é um fariseu."
Assim, Simão tinha bom conceito em Betânia. Ele era um líder da igreja. Era respeitado na comunidade. As pessoas até o respeitavam por sua íntima associação com a família de Maria, Marta e Lázaro. Como parente chegado, esperava-se que ele cuidasse de seus sobrinhos. Um dia, porém, Simão começou a olhar muito para Maria e, estando na posição que ocupava, ele logo levou Maria a ceder às suas exigências.
Aparentemente ninguém sabia o que estava acontecendo. Simão continuava a liderar na sinagoga. Maria continuava a sorrir, brincar, agradar e a atrair. Porém, a carga de culpa que ela levava era quase insuportável.
Algumas vezes ela tentou arrazoar com seu tio – tentando libertar-se de seu controle. Porém, as mulheres não eram muito ouvidas naqueles dias, e eram suas palavras contra as dele. Ele ameaçou-a com exposição em público e até mesmo a morte. Ele culpou-a pelo problema em primeiro lugar. E Maria finalmente perdeu a esperança de um dia ser livre novamente.
Como acontece freqüentemente, quando uma pessoa religiosa se envolve em pecado secreto, Maria começou a tentar punir-se. Ela era constantemente relembrada pelos cordeiros, e pelo sangue, pelo sacrifício da manhã, da tarde, que alguém tem que pagar. E se você está tentando por você mesmo pagar seus próprios pecados e tentando punir-se, um dos melhores métodos é cometer o mesmo pecado outra vez. Isso fará você sentir-se pior. E fazer você sentir-se pior é uma forma convincente de autopunição.
Se a autopunição continua, você comete o mesmo pecado, vez após vez, até que finalmente há apenas uma coisa para ser feita – pular de uma ponte de algum lugar como forma final de autopunição.
Assim, Maria começou a tentar punir-se, e como resultado ela chegou a ser conhecida ao redor da cidade como uma mulher perdida. As mães falavam por cima das cercas: "Você ouviu falar de Maria?"
"Sim.''
"Cuidado com Maria. Mantenha seus filhos longe dela."
A conversa continuava a se espalhar até que um dia as coisas ficaram tão mal para Maria em Betânia, que ela resolveu ir embora dali. Ela encaixotou seus pertences e viajou montanha abaixo passando por sete colinas até que chegou a uma pequena vila perto do mar, chamada Magdala. Mais tarde ela tornou-se conhecida como Maria de Magdala ou Maria Madalena.
Posso vê-la indo para Magdala, determinada a começar uma nova vida. Ela procura emprego. Ela tenta a loja local, mas eles não precisam dela ali. Ela tenta o mercado, porém eles tinham todos os empregados necessários. Talvez ela tenha tentado até mesmo como cozinheira em Magdala, esperando utilizar umas poucas coisas que aprendera com Marta. Porém, eles não necessitavam de qualquer auxílio.
Após caminhar pelas ruas de Magdala, procurando emprego e sentindo fome, um dia Maria cede à tentação de ganhar algum dinheiro fácil: "Por que não? Você já está nisso. Há mais cordeiros de onde os outros vieram."
Facilmente Maria conseguiu encontrar aqueles dispostos a pagar o seu preço e, surpreendentemente, teve também muita aceitação. Porém, sua carga de culpa torna-se cada vez mais pesada. Para ela era cada vez mais difícil esquecer os dias felizes em Betânia, antes da morte de seus pais, antes de Simão – os dias nos quais ela havia conhecido a paz.
Um dia, um Pregador itinerante veio à vila de Magdala. Ele não foi à sinagoga para pregar. Ali não haveria lugar para a multidão. Ele falou ao povo lá fora ao ar livre. Ele disse coisas como: "Vinde a Mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei." S. Mateus 11:28. ''... todo aquele que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora. "S. João 6:37. ''... não vim chamar justos, mas pecadores ao arrependimento." S. Mateus 9:13.
Maria se manteve hesitantemente ouvindo na borda da multidão. Ela nunca tinha ouvido antes coisas assim. Enquanto ouvia, sentiu o coração estranhamente aquecido. Ela esperou até que a multidão saísse e então foi a Ele e mostrou sua grande necessidade de auxílio.
O pregador itinerante ajoelhou-Se e orou por ela a Seu Pai, para que ela pudesse ter a esperança de que necessitava. Maria aceitou um novo Mestre. O diabo foi vencido e Maria converteu-se exatamente ali.
Que bela história!
Eu gostaria de poder dizer que a história terminou aí e que Maria viveu feliz desde então. Porém, não foi exatamente assim, porque o Pregador saiu da cidade e Maria, não. Talvez ela devesse ter ido. Ali em Magdala estavam as mesmas pessoas, os mesmos amigos, as mesmas vozes no mercado que chamariam o seu nome. Ao passarem os dias, Maria descobriu que embora tivesse aceito a paz que o Pregador havia oferecido, a influência para "baixo" era muito forte. E Maria caiu.
Nessa história temos um dos mais belos exemplos em toda a Bíblia, de como Jesus tratava os caídos, os perdidos.
Jesus veio à cidade outra vez. Outra vez as multidões reuniram-se ao redor dEle ouvindo-O. Outra vez Maria encontrou seu caminho no meio da multidão, admirada – admirada de que aquilo pudesse ser verdade. Sim. Ele ainda estava dizendo: "... O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora. " Isto ainda era bom.
Ela foi a Ele e descobriu que Ele ainda a aceitava. Outra vez revelou suas necessidades com lágrimas. E outra vez, Ele ajoelhou-Se e clamou a Seu Pai em favor dela. E outra vez Jesus saiu da cidade e Maria, não.
Eu gostaria de dizer que este foi o fim da história. Porém, Maria caiu outra vez, e outra vez e outra vez. Porém, toda vez que Jesus vinha à cidade Maria estava na multidão. Ela era sempre atraída por Aquele que dizia: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora."
Então, um dia Maria recebeu um convite para ir a Jerusalém. Talvez os mensageiros tivessem oferecido uma grande quantia de dinheiro por seus serviços. Talvez tivessem oferecido projetos de um casamento. Ou possivelmente tivessem lhe dito que ela era necessária em casa – que seu tio Simão os havia enviado a ela. Seja qual tenha sido o método, Maria foi dominada. E a exposição pública que ela havia temido por muito tempo tornou-se uma realidade.
A porta do apartamento que havia sido providenciado se abriu. Altas vozes denunciaram-na como pecadora, merecendo morrer. Mãos rudes a agrediram e a empurraram para a rua. Maria fechou os olhos e desejou a morte.
Ela foi forçada através das multidões e lançada na presença de Jesus. Gritos de acusação enchiam o ar enquanto Maria se encolhia ali, tremendo, esperando as pedradas finais. É claro que ela havia lotado seu cálice de culpa – nem mesmo Jesus estaria apto a ajudá-la agora.
Enquanto ela esperava ali, em seu temor e vergonha o som da multidão começou a diminuir. Maria se encolheu para receber a primeira pedrada. Mas, em vez disso, ela ouviu uma voz gentil perguntando: "Onde estão os seus acusadores? Nenhum homem a condenou?"
Maria ergueu a cabeça, todos os seus acusadores tinham desaparecido. Incrédula, ouviu as palavras de Jesus: "Nem Eu a condeno, vai e não peque mais." Outra vez Maria ajoelhou-se aos pés de Jesus clamando por Seu perdão, por Seu poder. Veja S. João 8. Naquele dia Maria aprendeu uma coisa que ela não tinha aprendido antes – e que nós precisamos aprender hoje.
Ela aprendeu que era possível encontrar Jesus através de Sua Palavra – orar a Ele onde quer que ela estivesse. Ela aprendeu que era possível ficar aos pés de Jesus, mesmo quando Ele não estivesse na cidade. Você já descobriu isso? E difícil pecar quando você está assentado aos pés de Jesus. Aí está o poder.
E mesmo que Jesus seguisse Seu caminho, Maria estava pronta a continuar a Seus pés, buscando-O e permanecendo em Sua presença.
E então Maria teve uma idéia brilhante. Por que não voltar para casa em Betânia, para Marta e Lázaro? Tão logo a idéia surgiu, o próprio sangue começou a cantar em suas veias. Certamente o poder de Jesus seria suficiente até mesmo para lidar com seu tio Simão. Assim, ela arrumou seus pertences e se dirigiu para Betânia.
Ao avistar a cidade, ela começou a ouvir um solitário clamor comum naqueles dias. Quanto mais se aproximava, mais claro o som se tornava. Era um leproso, do lado de fora dos muros da vila de Betânia.
Aquele som era comum. Naqueles dias, a lepra era chamada o flagelo – o dedo de Deus. A lepra era considerada um julgamento. Na verdade, qualquer doença era considerada um castigo pelo pecado. Porém, a lepra era a pior. Não fazia diferença se você era o líder da cidade, um líder na sinagoga ou um fariseu. Se você ficasse leproso, seria declarado impuro ou imundo. Você seria lançado para fora da cidade. Você se assentaria ao lado da estrada divulgando sua calamidade gritando: "Imundo, imundo'', suplicando a alguém que lhe jogasse um pouco de pão.
Assim, ao aproximar-se, Maria notou o clamor, até que subitamente ela reconheceu alguma coisa na voz que gritava "imundo", era Simão seu tio que a havia levado ao pecado.
E quando eu ouvi isso, eu disse a mim mesmo: "Ótimo! Bem feito para Simão! Que ele apodreça ao lado da estrada.'' Isso lhe dá uma idéia do que eu penso.
Maria puxou sua manta ao redor do rosto e foi à vila de Betânia, tentando desenvolver a idéia de que ela não tinha mais nada a temer de Simão, o fariseu.
Ela estava tão ansiosa por ver novamente Marta e Lázaro. Subiu rapidamente os degraus até a porta. Uma alegre reunião se seguiu e as lágrimas fluíram mais uma vez, pois a família estava unida.
Mas, as notícias começaram a se espalhar ao redor: "Maria está de volta." "Cuidado com Maria!" "Você ouviu o que aconteceu em Jerusalém?"
"Dizem que ela está mudada."
"Bem, ela não vai agüentar por muito tempo."
"Eu já ouvi que ela já mudou antes e nunca durou."
"Cuidado com ela."
Era assim que as pessoas falavam naqueles dias.
Era difícil para Maria suportar os cochichos e mexericos. Mas, ela resistiu, determinada a partilhar com alguém mais as novas sobre o Amigo que ela havia encontrado, o Amigo que sempre a amava e a aceitava. O Amigo que não a condenara, mas que lhe deu poder para não mais pecar. Ela queria que outros encontrassem o Amigo, em cujos pés ela gostava de assentar-se. E ela esperou ansiosamente pelo tempo em que Ele visitaria a cidade de Betânia.
Logicamente Ele o fez. Um dia Jesus viajou pelas montanhas até Betânia, com Seus doze companheiros. Ao chegar à cidade, Ele também ouviu o clamor que Maria tinha ouvido – "Imundo, imundo!" Parece quase impossível compreender. Mas Jesus achava difícil passar pelos leprosos. Ele não podia passar por eles e deixá-los para trás, mesmo quando nove décimos deles nem se deram ao trabalho de dizer-Lhe "muito obrigado".
Assim, Jesus parou ao clamor de Simão, o Leproso. Ele tocou o intocável e o fez perfeito novamente – exatamente assim. Ele não insistiu que Simão primeiro O aceitasse como Salvador. Ele simplesmente o purificou.
Eu costumava pensar que as únicas pessoas curadas fossem aquelas quase prontas para a trasladação, mas Jesus curou Simão, o pecador, o impuro, o imundo, o não-arrependido – quando ele não tinha nem mesmo aceitado Jesus como Salvador. Jesus curou Simão completamente, por aquilo que Jesus era e não pelo que Simão era.
Você já imaginou como Maria deve ter se sentido quando ouviu as notícias? Talvez Jesus tenha lhe confirmado que o poder de Simão sobre ela já estava rompido.
A cura, porém, é alguma coisa muito pesada para ser colocada sobre um fariseu. Um fariseu é acostumado a obter suas recompensas. Essa dádiva de Jesus era demais para Simão receber. Assim, após ele ter voltado a Betânia e sido reintegrado em sua posição na vila, você o vê agitando-se e revirando-se à noite, caminhando pela rua de dia, tentando imaginar o que faria. Ele não estava apto a receber ou merecer tal cura. Porém, subitamente, ele teve uma idéia. Ele não tinha merecido isso antes, mas, por que não merecer depois? Simão disse a si mesmo: "Eu vou pagar a esse Homem pelo que Ele fez. Vou fazer uma festa em Sua honra. " Veja S. Mateus 26; e S. João 12.
Agora a mente de Simão estava acelerada. Marta seria a pessoa encarregada de preparar o jantar – isto era aceitável, tudo bem. Mas Maria não foi convidada. Simão estava se sentindo incomodado com a presença de Maria. Quem sabe? A lepra pode ter vindo sobre ele por causa de seu envolvimento com ela – era melhor não arriscar.
Quando a noite do banquete chegou, Maria ficou em casa. Ela gostaria de estar com a multidão de pessoas, embora algumas delas ainda ficassem frias com sua aproximação. Porém, o que realmente desapontou Maria era o fato de que ela não pudesse ver Jesus.
Maria tinha ouvido Jesus dizer, havia pouco tempo, que Ele iria a Jerusalém e que lá Ele seria traído nas mãos de pecadores. Eles iriam levá-Lo à morte. Com grande despesa pessoal, Maria tinha adquirido um frasco de óleo de alabastro para ungir Jesus após Sua morte. Contudo, Maria não gostava da idéia de dar flores no funeral. Ela desejava dar sua dádiva de amor a Jesus agora.
Subitamente ela apanhou seu frasco de perfume e apressou-se pelas ruas de Betânia, planejando enquanto caminhava. Ela corre através da porta dos fundos e passa pela cozinha. Marta tenta pará-la, mas nada pode deter Maria. Ela se move silenciosamente através da sala escurecida, iluminada apenas por aquelas pequenas lâmpadas de óleo de oliva, até o lugar onde Jesus está assentado. Seu plano é abrir o frasco de óleo de alabastro, ungir os pés de Jesus e sair. E ninguém jamais saberá.
Mas ela se esqueceu de uma coisa. Quando você abre um frasco de alabastro do mais caro óleo, ele grita.
Agora todos os olhos estão voltados para ela. Ali está Simão, na ponta da mesa, apunhalando-a com o olhar. Ali estão Judas e todos os outros. Ela enche a mão de óleo. Ele exala o odor. Ela havia se esquecido de trazer uma toalha ou qualquer coisa para enxugá-lo. Então Maria faz o que naqueles dias era imperdoável – somente uma mulher da rua soltaria o cabelo. Mas ela não pensa nisso. Ela se abaixa e começa a secar o óleo com os cabelos.
Simão, na ponta da mesa, pensa consigo mesmo: "Se esse Homem fosse realmente um profeta, Ele saberia que tipo de mulher ela é."
Nesse momento, Maria ouve as palavras amáveis de Jesus: "Deixe-a. Ela fez uma boa coisa. E onde quer que o evangelho seja pregado esta história sobre Maria será contada."
Então Jesus Se volta para Simão e diz: "Simão." E bem ali está Simão com as palmas das mãos úmidas. Jesus diz: "Simão, eu tenho algo para lhe dizer." Simão se encolhe, esperando que a máscara lhe seja arrancada do rosto. Ele já ouvira sobre esse Jesus que podia ler os pensamentos das pessoas, e preparou-se para o pior.
Jesus, porém, conta uma pequena história sobre dois devedores, um dos quais devia uma grande quantia e o outro uma pequena divida. Ambos os devedores foram livremente perdoados. Veja S. Lucas 7. Ninguém compreendeu a história, exceto Simão, Maria e Jesus. Mas Simão recebeu a mensagem. Será que ele captou realmente a mensagem?
Simão foi subjugado pelo amor e compaixão de um Homem que podia tê-lo exposto por aquilo que realmente ele era, mas que, em vez disso, velou Sua mensagem com uma parábola e protegeu-o de seus amigos.
O coração de Simão foi quebrado. Ele descobriu tudo que Jesus tinha feito por ele e que ele jamais poderia retribuir. E bem ali, em sua própria festa, Simão aceitou a Jesus como Mestre, Salvador e Senhor. Jesus também conquistou Simão. Que história!
E se Jesus pôde aceitar Maria e Simão, certamente Ele está apto a aceitar você e eu, hoje, perdoar-nos e amar-nos até o fim.
Morris Venden