Pão Diário

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

HALLOWEEN

A partir do que aconteceu no jardim do Éden, o homem passou a gostar das coisas impuras. Existe em cada ser humano uma tendência para o mal, para o que é maligno               diabólico. Na sua condição natural, não recriado, não regenerado, estando em abismo, procura outros abismos.
Assemelha-se a esses exploradores de cavernas: quanto mais se infiltram por buracos negros, mais vontade tem de     continuar descobrindo coisas novas, emocionantes e               sensacionais. Para esses exploradores, não importa se a caverna ou os abismos possuem dragões, vampiros, aranhas gigantescas ou fantasmas. Como na corrida do               Trem Fantasma, não importa se no caminho surjam caveiras, mortalhas, gorilas ou demônios; importa a     emoção, o prazer, o delírio, o devaneio, a surpresa.
A humanidade pecadora deleita-se com o imundo. Os apetites bestiais são mesmo insaciáveis. Vejam as festividades carnavalescas: três dias anuais não mais               atendiam aos desejos da carne. Em razão dessa necessidade premente, criou-se em várias cidades, com o pronto consentimento dos governantes, o carnaval fora de               época: "O inferno e a perdição nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem" (Provérbios 27.20). "Um abismo chama outro abismo" (Salmos 42.7). Ora, se o povo clama por um bezerro de ouro, façamos a vontade do povo. Os abismos se sucedem. Dentro da caverna tenebrosa do mundo pecador há avenidas com vitrinas               especialmente preparadas pelo Diabo para exposição de seus produtos. Há mercadoria para todos os gostos: para rico, pobre, preto, branco, analfabeto ou erudito. Em               determinado local, uma vasta exposição dos produtos do movimento Nova Era, onde o curioso descobrirá que "o homem é Deus". Sendo Deus, ele seguirá até mais               fortalecido para continuar descendo. Noutra ala, encontrará a vitrina da consulta aos mortos. O explorador poderá conversar com um parente que esteja no além, ou,               se desejar emoções fortes, optará por oferecer seu corpo para ser visitado por um espírito qualquer. Nesse stand, instalados sob pirâmides purificadoras, enfileiram-se os               adivinhadores com seus apetrechos: búzios, baralho cigano, bola de cristal, tarô, mapa astral, tudo destinado a predizer o futuro e indicar novos caminhos. Numa               determinada sala o explorador poderá praticar meditação transcendental; ficará com sua mente passiva por algumas     horas, em estado alfa, recebendo as "boas" mensagens  do além. Esta ala é mais visitada pelos eruditos. Para os     menos exigentes, ou de percepção menos aguda, os     terreiros oferecem feitiçarias de vários tipos. Caboclos, guias e orixás fazem a festa dos visitantes.      
 Em busca de novos abismos, os homens resolveram      prestar uma homenagem a um deus chamado Diabo.
Então, pensaram em fazer uma festa num determinado dia     do ano. Uma festa que em tudo se identificasse com o homenageado: a indumentária, o ambiente, os               participantes, as alegorias. Daí surgiu o Dia das Bruxas, versão brasileira do Halloween, comemorado no dia 31 de outubro. Os participantes vestem-se a caráter, isto é, com               as cores da igreja do Diabo: preto e vermelho; a maioria usa só a cor preta, caracterizando a situação de trevas sobre trevas. As máscaras são as mais imaginativas: Diabo, vampiro, bruxa, morcego, morte, caveira, monstros, fantasmas, tudo que tenha identidade com o maligno. O        Diabo certamente teria muita alegria em falar assim a essas bruxas: "Quanto à indumentária está tudo bem. Vocês sabem que as cores da minha preferência são     pretas e vermelhas. Minha maior alegria é ver homens, mulheres e crianças, de todas as idades, línguas e nações, empunhando as cores da bandeira do meu reino. Um detalhe: as máscaras usadas por vocês ou as pinturas e fantasias, em nada se assemelham ao original. Eu não               sou tão bonito como se pinta por aí". É evidente que há imperfeições, porque ninguém é perfeito. Mas os promotores desses eventos se esforçam para que a               decoração em tudo dê a impressão de que o reino das     trevas está ali naquele local, naquele ambiente festivo. E está. O Diabo está ali, de corpo presente ou representado.
Creio que a maioria dos participantes do Dia das Bruxas desconhece o grau de contaminação maligna a que ficam expostos. Certamente acredita tratar-se de mais uma festa, mais uma novidade. As "bruxas" estão ali para se divertirem e, com esse intuito, sujeitam-se às regras do jogo. Desconhecem as origens satânicas do Halloween; não sabem que nessa data os satanistas honram a Satanás com sacrifícios humanos; não sabem que essa prática iniciou-se há muitos séculos entre os druidas -               sacerdotes dos Celtas - que vestiam suas fantasias, esculpiam em nabos ocos caricaturas de demônios, e saíam pelas ruas amaldiçoando as pessoas que lhe     negavam alimentos. Em determinado site sobre satanismo     li que o dia 31 de outubro é a festa da luxúria     [sensualidade, lascívia] e da indulgência [tolerância]. Que tipos de indulgência podem esperar de Satanás? A verdade é que grande é o perigo para quem participa do     Dia das Bruxas, dada a grande a probalidade de contaminação. O Diabo, num sinal de agradecimento pela homenagem, não hesitará em designar um de seus anjos para acompanhar a "bruxa" pelo resto da vida. Algum mal     nisso? Muitos males. Jesus afirmou que "o ladrão [o diabo] só vem para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (João     10.10). O Diabo entra na vida dos homens para roubar a paz, roubar a saúde, roubar os recursos financeiros; para causar a morte espiritual, e, não raro, a morte física; para     destruir a família, o lar, a comunhão com Deus. Daí as insônias, os medos, as superstições, as doenças               inexplicáveis, os tremores, os vícios, a possessão.
Convém sabermos que bruxa ou bruxo é aquela ou aquele que faz bruxaria, e bruxaria é sinônimo de feitiçaria, magia negra, curandeirismo, ocultismo, adivinhação, astrologia, e demais atividades ligadas ao poder das trevas. Há os que de forma consciente - os satanistas - servem a Satanás com sacrifícios, cânticos, jejuns e rezas. Todavia, o simples fato de participar e tomar parte ativa no Dia das     Bruxas revela uma predisposição ao satanismo, e abre-se uma porta de entrada aos demônios. A Palavra de Deus     adverte que "o vosso adversário, o Diabo, anda em     derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar" (um Pedro 5.8). Ora, os frequentadores dessa festa satânica facilmente caem na arapuca de Satanás. Aliás,               as próprias presas, num ato voluntário, vão com seus     próprios pés para a armadilha.
"A condenação é esta: A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz porque as suas obras eram más" (João 3.19). Só existe um nome, uma Pessoa, que pode libertar o homem contaminado por demônios: é o Senhor Jesus. Ele mesmo afirmou isso: "Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8.36). A Bíblia nos ensina que devemos pensar e fazer somente o que é verdadeiro, amável, justo e puro, e que "todo o nosso espírito, alma e corpo devem ser conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Salvador Jesus Cristo" (uns Tessalonicenses 5.23). Uma pessoa que se fantasia de bruxa, coloca máscaras com motivos               demoníacos e passa horas a fio num ambiente de trevas, estaria conservando seu corpo alma e espírito irrepreensíveis? Não, pelo contrário, estaria invocando o     poder das trevas; desejando maior aproximação com os     demônios. A Palavra ainda adverte: "Não vos voltareis para médiuns, nem para os feiticeiros [bruxos], a fim de vos      contaminardes com eles" (Levitemos 19.31). "Ninguém      pode servir a dois senhores. Ou há de odiar a um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará o outro" (Mateus 6.24). Não podemos ser ao mesmo tempo servos das trevas e servos da luz. Ou somos filhos de Deus ou filhos do Diabo. Quem serve ao Diabo com alegorias, fantasias, licores, danças e outras coisas mais, não é servo do Altíssimo. Mas haveria uma saída para quem está contaminado? Jesus responde: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). "Eis que estou à porta, e bato; Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrará em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Apocalipse 3.20). Quem     está enlaçado ao Diabo deve saber que o Senhor Jesus veio "para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos" (Lucas 4.18).


Porque "em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estamos chegando em época de eleições, época em que teremos que eleger autoridades sobre nossa cabeça. A Palavra de D’us nos adverte quanto a escolhermos quem nos governará. Muitos nesta época se dizem cristãos para angariar votos mentindo, ou prometendo, não devemos nos esquecer que seremos malditos confiando em suas palavras. O que devemos fazer é observar o que o Senhor Nosso D’us diz em sua Palavra !
Deuteronômio 17
14 Quando entrares na terra que te dá o SENHOR teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim;
15 Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás por homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos.
16 Porém ele não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho.
17 Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si.
18 Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si num livro, um traslado desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas.
19 E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao SENHOR seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;
20 Para que o seu coração não se levante sobre os seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; para que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos no meio de Israel.

                                                                                              Iksor!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014


TRÊS PREGOS E UM MARTELO

 

 

Três pregos e um martelo bastaram para consumar o acontecimento mais importante da história humana. Acontecimento que depois de dois mil anos ainda influi poderosamente na vida de todas as pessoas, incluindo eu e você. Imagine-se no princípio do século I e pense na cena que descreverei:

Estamos nos arredores da cidade de Jerusalém. No topo de um monte sem vegetação estão plantadas três cruzes rústicas. Os condenados agonizam, contorcendo-se, pois as dores são atrozes. O sangue escorre das feridas abertas nas mãos e nos pés. O calor é escaldante, o sol está à pino; o ar parado. Nem uma leve brisa a suavizar o fogo da febre que consome os crucificados. O sofrimento é indescritível. Não pelos pregos, que os ferimentos são mortais. O que atormenta é a febre alta, as cãibras violentas, a sede terrível, a posição incômoda, a gangrena que logo chega, causando putrefação da pele, da carne e dos órgãos, que se decompõem por uma súbita invasão de bactérias e, sobretudo a vergonha de ser transformado, corpo nu, em alvo da curiosidade da multidão.

Os soldados terminados a montagem do espetáculo ordenado pelo governo romano, repartem entre si as roupas dos condenados, um reforço ao magro soldo que o império lhes dá. Em volta, gente de todas as idades, naturais da terra de Israel e estrangeiros, em multidão escandalosa, sedenta de sangue e novidade, deleita-se com os gemidos dos golpes e fisgadas sentidas pela pele chagada, que repetidas vezes cortam o espaço num ruído de dor.

Eram comuns os espetáculos de crucificação, castigo com o qual os romanos puniam os crimes mais abomináveis. Este, porém, apresenta uma novidade: além da multidão variada, estão ali também as principais autoridades religiosas do país. E mais estranho ainda é que elas, sempre hostis aos romanos, agora estão solidárias com eles, apoiando com entusiasmo a morte do condenado do centro. É a Ele que se dirigem as atenções de todos. Alguns olham para Ele e enxugam as lágrimas quentes e sentidas, especialmente algumas mulheres. Delas, uma prematuramente envelhecida revela profunda dor na face magra e pálida.

Ele mesmo é diferente. Suporta com submissão paciente aos sofrimentos incomuns daquela dolorosa execução por tortura. Sofre de forma brutal, desumana e sem piedade, mas não protesta nem blasfema como os outros dois. Pelo contrário, recebe com paciência os insultos e a chacota das autoridades, antes “perfeitas”, sistemáticas, metódicas, prudentes com sigo mesmas e respeitáveis, e agora, perdida toda compostura, fazendo enorme algazarra.

Suas costas estão dilaceradas pelas vigorosas chicotadas que recebeu; o rosto desfigurado pelas manchas de fortes pancadas; a fronte sangrenta, toda ferida por uma coroa de espinheiro que Lhe puseram na cabeça.

Agora feche os olhos e sinta a cena em sua crueza, considere-se um dos espectadores. Imagine-se ali, no meio daquela multidão.

Quem é Aquele condenado? Qual o Seu crime? A tabuleta no alto da cruz explica: “Jesus nazareno, o Rei dos Judeus” (João 19:19). O comandante da guarda, ao ver como Ele morria, exclamou: “Verdadeiramente este homem era justo” (Lucas 23:47).

Se era justo por que foi crucificado? Por que sofreu tanto? A chave do enigma é um homem chamado Barrabás, que no meio da multidão contempla com espanto aquela cruz. Barrabás repete para que todos ouçam: “Ele morreu em meu lugar. Eu ia morrer naquela cruz. Ele morreu por mim”.

Barrabás era malfeitor e assassino. Estava condenado à crucificação, mesmo assim, quando ele ia pagar por seus crimes, Jesus tomou seu lugar. Barrabás sou eu. É você. É cada ser humano. “Todos pecaram” (Romanos 3:23), diz Deus. Eu pequei. Você pecou. E Jesus morreu pelos pecadores. Por nos amar tanto Ele se esvaziou da glória do céu, tomou a forma humana, viveu entre os homens e caminhou voluntariamente para a morte na cruz. Se ele não morresse, Barrabás teria de morrer. Aquela cruz não ficaria vazia: Jesus ou Barrabás; Jesus ou eu; Jesus ou você.

Talvez você recuse confessar, mas é pecador. E Deus declara que “o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Morte eterna, o inferno, que existe, sim, sofrimento eterno para quem não quiser ser substituído por Jesus. Ele pôde sofrer pelo meu pecado, pelo seu pecado, pelo pecado de todos, porque era justo. Não tinha culpa própria para precisar sofrer o respectivo castigo.

Todavia, a morte na cruz não foi o fim de Jesus. Quando Ele anunciava a Sua própria morte, sempre deixava claro que haveria de ressuscitar ao terceiro dia. É que Jesus era e é o próprio Deus e, portanto a morte não O poderia deter. Ele ressuscitou! Foi a boa nova que se ouviu naquela manhã ensolarada de domingo e é ainda hoje a maior mensagem de esperança que os ouvidos humanos já ouviram. Pois a vitória de Jesus Cristo sobre a morte foi a nossa vitória também, porque Ele morreu “para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hebreus 2:14, 15).

Foi por isso e para isso que Jesus Cristo morreu e ressuscitou. Agora é você quem escolhe, reconheça o seu pecado, arrependa-se dele, resolva abandoná-lo, confie na promessa de Deus revelada na Bíblia que diz:

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10:9, 10).

Então você será salvo da morte eterna, do inferno. Porque Jesus morreu em seu lugar e ressuscitou para  faze-lo vitorioso. Decida agora, esta é a oportunidade que não deve passar, pois isto poderá mudar a sua vida abrindo-lhe a porta para uma nova vida inteiramente nova. Vida que nasce daquela morte que três pregos e um martelo consumaram. Vida em Cristo Jesus.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

“A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano e o farão discernir entre o imundo e o limpo.” (Ez. 44:23) 
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II Tim. 3:16-17) 
“Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aquele que pela prática, tem suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.” (Heb. 5:13-14)

segunda-feira, 7 de julho de 2014


O que é bênção?


 

Pergunta: "Eu gostaria de ter uma definição do que é bênção."

Resposta: Se você tivesse feito essa pergunta a Esdras ou Neemias, a resposta provavelmente seria curta e precisa: bênção é "a mão de Deus sobre nós." Ambos usam essa expressão cerca de nove vezes, falando da "boa", "bondosa" e "poderosa" mão de Deus. Desse modo, eles atingem o cerne da questão. Também poderíamos dizer: bênção significa "Deus está conosco!"

No Antigo Testamento, em geral, a bênção refere-se a bem-estar terreno, segurança, poder, riqueza, descendência, etc., e essa bênção está expressamente condicionada à obediência aos mandamentos de Deus: "Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes" (Dt 11.26-28). Para Israel, o povo terreno de Deus, são prometidas bênçãos terrenas. A respeito, leia Gênesis 49.

A bênção para a Igreja de Jesus, o povo celestial de Deus, tem uma conotação celestial correspondente: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo" (Ef 1.3). A bênção de Deus – "Deus conosco" – tornou-se homem em Jesus Cristo! Por isso também podemos descrever a idéia de bênção como sendo "a ação de Deus com uma pessoa para atraí-la mais profundamente para Sua comunhão". Isso significa que a bênção nem sempre é o que desejamos, mas em todo caso se trata do que é bom e salutar para nós! Pois continua válido: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28).

Por ser um embaixador em nome de Cristo, Paulo podia dizer: "E bem sei que, ao visitar-vos, irei na plenitude da bênção de Cristo" (Rm 15.29). Anunciando todo o desígnio de Deus, ele ministrava toda a bênção de Cristo. Quando crentes abençoam outras pessoas, isso significa que imploram a bênção de Deus sobre suas vidas. Quando crianças são abençoadas na igreja em nome de Jesus, nós as colocamos sob a bênção do Senhor e as entregamos à fidelidade e à direção de Deus. Ao abençoarmos o cálice e o pão na Ceia do Senhor, consagramos essas dádivas naturais da videira e do trigo para uso divino.

No texto original, a expressão significando bênção ou abençoar também tem, entre outros, o significado de falar bem de alguém. Será que temos abençoado nossos irmãos e nossas irmãs dessa maneira? O Senhor o abençoe, prezado leitor! (Elsbeth Vetsch)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A IMAGEM E O ORIGINAL

Deus criou o homem, macho e fêmea, á sua própria imagem: isso é uma questão de fé. Durante séculos, nossos antepassados esforçaram-se para se aperfeiçoar á imagem de Deus: isso é uma questão histórica. Durante os longos séculos em que o Deus dos judeus e dos cristãos constituiu a realidade última do Ocidente, europeus e, mais tarde, americanos procuraram conscientemente nele se moldar. Acreditavam que conseguiriam transformar a si mesmos em cópias melhores do original divino, e empenharam-se diligentemente nessa tarefa. Imitatio Dei, a imitação de Deus, constituía categoria central da piedade hebraica.  A imitação de Cristo, Deus feito homem, era igualmente central para os cristãos.

Muita gente no Ocidente não acredita mais em Deus, mas a crença perdida, assim como uma fortuna perdida, tem efeitos duradouros. Um jovem que cresce na riqueza pode, quando atinge a maioridade, doar toda a sua fortuna e viver na pobreza. Seu caráter, porém, continuará sendo o de um homem criado na riqueza, uma vez que não pode livrar-se de sua história. De forma semelhante, séculos de rigorosa moldagem do caráter á imagem de Deus criou um ideal de caráter humano que ainda hoje é forte, mesmo que para muitos seus fundamentos tenham sido removidos. Quando ocidentais encontram uma cultura com ideais diferentes, quando dizemos , por exemplo: “Os japoneses são diferentes”, descobrimos, indiretamente, quão estranho e duradouro é nosso próprio ideal, a idéia que herdamos de como deve ser um ser humano. Em inúmeros aspectos externos, o Japão e o Ocidente passam a se parecer. Os japoneses comem carne vermelho; os ocidentais comem sushi. Os japoneses usam terno; o quimono passou a fazer parte do vocabulário ocidental. No entanto, persiste uma profunda diferença, pois o Japão usava um espelho religioso-cultural diferente durante os séculos em que o Deus da Bíblia serviu de espelho para o Ocidente. Este assunto sobre o homem procura colocar o espelho bíblico, limpo e polido, nas mãos de nossos alunos.

Para os não-ocidentais, o conhecimento do Deus venerado no Ocidente abre uma via direta para o cerne e para a origem do ideal ocidental de caráter. Para os próprios ocidentais, um conhecimento aprofundado desse Deus pode servir para tornar conscientes e sofisticadas coisa que permanecem inconscientes e ingênuas. De certa forma, somos todos imigrantes do passado. E assim como um imigrante que retorna, depois de muitos anos, á terra onde nasceu pode enxergar seu próprio rosto no rosto de estranhos, assim também o homem ocidental moderno, secular, pode sentir um tremor de reconhecimento na presença do antigo protagonista da Bíblia.

Como pode um não-crente chegar á presença de Deus? De geração em geração, o judaísmo e o cristianismo transmitiram seu conhecimento de Deus de diversas maneiras. Para poucos, existiram e ainda existem as exigentes e ás vezes esotéricas disciplinas do ascetismo, do misticismo e da teologia.

Os filósofos da religião afirmam ás vezes que todos os deuses são projeções da personalidade humana, e pode ser que isso seja verdade. Mas nesse caso devemos ao menos reconhecer o fato empírico de que muitos seres humanos, ao invés de projetarem as suas personalidades em deuses criados inteiramente por eles próprios, preferem introjetar - imprimir em si próprios - as projeções religiosas de outras personalidades humanas.

É por isso que a religião desperta tamanha fascinação, inveja e (ás vezes) raiva em escritores e críticos literários que se dedicam demais ao assunto. A religião - a religião ocidental em particular - pode ser considerada como uma obra literária mais bem sucedida do que qualquer autor ousaria sonhar. Qualquer personagem que “ganhe vida” numa obra de arte literária exerce algum grau de influência sobre as pessoas reais que lêem essa obra. O Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, obra em que o personagem-título toma por modelo a literatura popular de sua época, t raça um retrato cômico e pungente desse processo em ação. Cervantes sem dúvida meditou sobre a influência que sua própria obra viria a Ter, e mostra o seu Dom Quixote “real” encontrando pessoas que conhecem um personagem literário com esse mesmo nome. Em nossos dias, milhões de pessoas misturam a vida real dos artistas de cinema com suas vidas fictícias, e atribuem a essa cominação uma importância maior do que a que concedem a qualquer ser humano real que de fato conheçam, sofrendo as melancólicas conseqüências dessa atitude. Sua carne é triste, sim, e elas assistiram a todos os filmes.

Nenhum personagem, porém - no palco, na página ou na tela, jamais teve o sucesso que Deus sempre teve. No Ocidente, Deus é mais que um nome familiar, ele é, queira-se ou não, um membro virtual da família ocidental. Pais que não querem saber dele não conseguem impedir que seus filhos venham a conhecê-lo, pois não só todo mundo já ouviu falar dele, como todo mundo, mesmo hoje em dia, tem algo a dizer a seu respeito. O dramaturgo Neil Simon publicou há alguns anos uma comédia, God’s favorite, inspirada no Livro de Jó da Bíblia. Das pessoas que assistiram á peça, poucas haviam lido o livro bíblico, mas isso não era preciso: já sabiam como era Deus para poderem entender as piadas. Se nada for sério, nada será engraçado, escreveu Oscar Wilde. De onde veio à imagem de Deus que os espectadores da Broadway tinham em mento ao rirem da peça de Simon?

Veio inteiramente da Bíblia e, em termos mais especificamente humanos, daqueles que escreveram a Bíblia. Aos olhos da fé, a Bíblia não é só um conjunto de palavras sobre Deus, é também a Palavra de Deus: Ele é seu autor e seu protagonista. Não importa se os antigos autores da Bíblia inventaram Deus ou meramente registraram as revelações de Deus sobre si mesmo: sua obra atingiu, em termos literários, um estrondoso sucesso. Ela vem senso lida em voz alta, toda semana, há dois mil anos, para platéias que recebem com total seriedade, procurando conscientemente assimilar ao máximo a sua influência. Sob esse aspecto, não tem paralelos na literatura ocidental e provavelmente em nenhuma literatura. O Corão vem imediatamente á cabeça, mas os muçulmanos não consideram o Corão como literatura: essa obra ocupa, para eles, um nicho metafísico todo próprio. Os judeus e cristãos, ao contrário, mesmo reverenciando a Bíblia como algo mais que mera literatura, não nega que ela é também literária e concordam, em geral, que ela pode ser assim apreciada sem blasfêmia.

A apreciação religiosa da Bíblia coloca como foco central e explícito a bondade de Deus. Judeus e cristãos adoram Deus como origem de toda virtude, fonte de justiça, sabedoria, misericórdia, paciência, força e amor. Mas implícita e perifericamente foram se acostumando __ e depois, ao longo dos séculos, também se apegando __ a algo que podemos chamar de ansiedade de Deus. Deus é um amálgama de diversas personalidades num único personagem. A tensão entre essas personalidades faz com que Deus seja difícil, mas faz também que seja atraente, e até mesmo viciante. Ao emular conscientemente suas virtudes, o Ocidente assimilou de modo inconsciente essa tensão entre unidade e multiplicidade. No fim das contas, apesar do desejo que o ocidental ás vezes manifesta de um ideal humano mais simples, menos ansioso, mas “centrado”, as únicas pessoas que achamos satisfatoriamente reais são aquelas cujas identidades contêm diversas subidentidades aglomeradas num todo. Quando nós, ocidentais, procuramos nos conhecer pessoalmente, é isso que procuramos descobrir uns sobre os outros. Na cultura ocidental, a incongruência e o conflito interno não são apenas permitidos, chegam quase a ser exigidos. Pessoas meramente capazes de desempenhar vários papéis não correspondem a esse ideal. Elas têm personalidade __ ou repertório de personalidades __ mas não têm caráter. Pessoas simples sem complicações, que sabe claramente quem são e assumem um papel determinado sem relutar, também não correspondem a esse ideal. Podemos admirar sua paz interior, mas no Ocidente jamais as imitaremos. Centradas ou centradas demais, elas têm caráter, mas pouca personalidade. Entediam-nos como nós mesmos nos entediaríamos se fôssemos como elas.

Tornamos as coisas assim tão difíceis para nós mesmos porque nossos antepassados viam a si próprios como imagem de um Deus que, na verdade, havia complicado as coisas para si de maneira semelhante. O monoteísmo reconhece um único Deus: “Ouvi, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um”. A Bíblia insiste na unidade de Deus mais do que em qualquer outra coisa. Deus é a Rocha das Idades, a integridade em pessoa. E, no entanto, esse mesmo ser combina diversas personalidades. Mera unidade (caráter penas) ou mera multiplicidade (personalidade apenas) seriam bem mais fáceis. Mas ele é ambas as coisas e assim a imagem do humano que dele deriva (O HOMEM) exige ambas as coisas.

É estranho dizer isso, mas Deus não e nenhum santo. Muitas objeções podem ser feitas a seu respeito e já houve várias tentativas de melhorá-lo (as religiões assim fazem). Muitas coisas que a Bíblia diz a seu respeito raramente são pregadas no púlpito porque, se examinadas mais de perto, seriam um escândalo. Mas, mesmo que só parte da Bíblia seja ativamente pregada, nenhuma de suas partes é contestada. Em qualquer página da Bíblia, Deus continua sendo o que sempre foi: o original da FÉ de nossos pais, cuja imagem ainda vive dentro de nós como um ideal secular difícil, mas dinâmico. A originalidade de Deus é contagiante e o seu amor pelo HOMEM nos faz, através deste, conhecê-lo, isto é, através do HOMEM podemos conhecer DEUS.

 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Planos de Salvação de D'us para o homem.

1. Deus ama você. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". João 3:16 e 17
2. Deus deseja que você aproxime-se Dele. Deus deseja que você aproxime-se Dele
"Olhai para mim e sereis salvo, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro" Isaías 41:22
"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Romanos 3:23
3. A Salvação é concedida gratuitamente por Deus. Você não a recebe pelos seus próprios esforços, nem porque tem vida reta ou pratica boas obras. A Salvação é concedida gratuitamente por Deus. Você não a recebe pelos seus próprios esforços, nem porque tem vida reta ou pratica boas obras. "Porque pela graças sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; è dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". Efésios 2:8 a 9
4. Para receber a salvação, você precisa confessar ao Senhor e ter fé em Deus. Para receber a salvação, você precisa confessar ao Senhor e ter fé em Deus.
"Se, com tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação". Romanos 10:9 e 10
5. Você é salvo para viver uma nova vida. Você é salvo para viver uma nova vida.
"O ladrão não vem senão a roubar, matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e tenham em abundância" João 10:10 "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura è: as coisa velhas já passaram; eis que tudo se fez novo", "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados" Efésios 2:1
6. Você é salvo para viver a vida eterna. Você é salvo para viver a vida eterna.
"E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna e para que creias no nome do Filho de Deus" 1 João 5:11 a 13

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